quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Falando um pouco sobre o Conjunto Habitacional Dirceu Arcoverde, nos primeiros anos de sua fundação

A proliferação de bairros é uma das características marcantes das grandes cidades brasileiras e Teresina não foge dessa realidade, pois muitos bairros desde a década de 70 foram se desenvolvendo na zonas urbanas da cidade. A zona sudeste surgiu na década de 1970, como área de fazendas começando a ser modificada pela ação do Estado que atuou como agente transformador do espaço através da construção de conjuntos habitacionais. O objetivo era a realocação das pessoas menos abastadas de áreas centrais de Teresina para as regiões periféricas.
Segundo Corrêa (1995), estas regiões se referem a áreas do entorno do núcleo central e que têm como características principais, o uso semi-intensivo do solo, ampla escala horizontal, limitado crescimento horizontal, área residencial de baixo status social. Como o Bairro Itararé, que fica localizado na região sudeste de Teresina foi o primeiro produto da ação do Estado ele assim já destacou dos outros bairros, construído em uma faixa de terra conhecida inicialmente por todos como parte da zona leste, só depois foi denominada de Zona Sudeste. Em homenagem ao ex-governador e Senador Dirceu Mendes Arcoverde os conjuntos habitacionais Itararé I e II a pedido da população passaram a ser denominados de Dirceu Arcoverde.
O bairro ocupa uma área que pertencia à Fazenda Itararé, de Pedro de Almendra Freitas, daí seu nome (a sede desta fazenda localizava-se na área do atual bairro São João - Eldorado Country Clube). A palavra Itararé, de origem tupi, significa curso subterrâneo das águas dum rio através de rochas calcárias. O bairro abrange, ainda, terras pertencentes ao Sítio São Raimundo Nonato, de José Camilo da Silveira. Após a construção do conjunto Dirceu Arcoverde (I, em 1977, e II, em 1980) da COHAB, tornou-se o bairro mais populoso de Teresina.

Durante esse período, o conjunto habitacional Dirceu Arcoverde era simples, todas as casas eram iguais, pois no lugar não havia energia elétrica, nem água encanada, e calçamento. De acordo com moradores mais antigos, não havia linha de ônibus que ligasse o bairro ao centro da cidade. Esse era um dos maiores problemas, uma vez que a localidade era predominantemente residencial e sem nenhum tipo de serviço comercial. Tanto para ir ao trabalho ou para fazer compras, as pessoas tinham que se deslocar até 15 quilômetros a pé. Diante desse contexto é possível notar as grandes dificuldades que os moradores do bairro tiveram que enfrentar e os problemas que tinham nos primeiros anos de sua fundação. 

Um comentário:

  1. Maravilhosa partilha fruto do vivido no campo da pesquisa como Historiadora!! PARABÉNS!!

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