A proliferação de
bairros é uma das características marcantes das grandes cidades
brasileiras e Teresina não foge dessa realidade, pois muitos bairros
desde a década de 70 foram se desenvolvendo na zonas urbanas da
cidade. A
zona sudeste surgiu na década de 1970, como área de fazendas
começando a ser modificada pela ação do Estado que atuou como
agente transformador do espaço através da construção de conjuntos
habitacionais. O objetivo era a realocação das pessoas menos
abastadas de áreas centrais de Teresina para as regiões
periféricas.
Segundo Corrêa
(1995), estas regiões se referem a áreas do entorno do núcleo
central e que têm como características principais, o uso
semi-intensivo do solo, ampla escala horizontal, limitado crescimento
horizontal, área residencial de baixo
status social.
Como o Bairro Itararé, que fica localizado na região sudeste de
Teresina foi o primeiro produto da ação do Estado ele assim já
destacou dos outros bairros, construído em uma faixa de terra
conhecida inicialmente por todos como parte da zona leste, só depois
foi denominada de Zona Sudeste. Em homenagem ao ex-governador e
Senador Dirceu Mendes Arcoverde os conjuntos habitacionais Itararé I
e II a pedido da população passaram a ser denominados de Dirceu
Arcoverde.
O
bairro ocupa uma área que pertencia à Fazenda Itararé, de Pedro de
Almendra Freitas, daí seu nome (a sede desta fazenda localizava-se
na área do atual bairro São João - Eldorado Country Clube). A
palavra Itararé, de origem tupi, significa curso subterrâneo das
águas dum rio através de rochas calcárias. O bairro abrange,
ainda, terras pertencentes ao Sítio São Raimundo Nonato, de José
Camilo da Silveira. Após a construção do conjunto Dirceu Arcoverde
(I, em 1977, e II, em 1980) da COHAB, tornou-se o bairro mais
populoso de Teresina.
Durante esse
período, o conjunto habitacional Dirceu Arcoverde era simples, todas
as casas eram iguais, pois no lugar não havia energia elétrica, nem
água encanada, e calçamento. De acordo com moradores mais antigos,
não havia linha de ônibus que ligasse o bairro ao centro da cidade.
Esse era um dos maiores problemas, uma vez que a localidade era
predominantemente residencial e sem nenhum tipo de serviço
comercial. Tanto para ir ao trabalho ou para fazer compras, as
pessoas tinham que se deslocar até 15 quilômetros a pé. Diante
desse contexto é possível notar as grandes dificuldades que os
moradores do bairro tiveram que enfrentar e os problemas que tinham
nos primeiros anos de sua fundação.
Maravilhosa partilha fruto do vivido no campo da pesquisa como Historiadora!! PARABÉNS!!
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